Ciencia e Antienvelhecimento Apesar de haver muita pesquisa em busca de tratamentos e remédios que retardem, parem ou revertam o envelhecimento, os cientistas esbarram em um problema metodológico. Não se pode provar cientificamente suas descobertas em humanos. Não dá para tratar humanos como animais de laboratório, ou seja, seria necessário confinar um grupo de pessoas, selecionadas por características representativas de determinada população, em um ambiente controlado durante toda a sua vida, alimentando-se exclusivamente dos alimentos estudados na pesquisa. Ou seja, o rigor científico impossibilita essas pesquisas em seres humanos! A única técnica eficaz para prolongamento da vida em humanos que conseguimos de certa forma afirmar como cientificamente comprovada até hoje, foi descoberta há 70 anos e se resume a diminuir a quantidade de alimento ingerido. Essa restrição calórica ou subnutrição sem desnutrição, nada mais é que uma dieta de baixas calorias, correspondente a dois terços do que o animal come normalmente e suficiente apenas para manter os sistemas vitais operando. O benefício é evidente! A dieta dobrou a longevidade média de ratos e já foi testada, com sucesso, em fungos, moscas, vermes, peixes, aranhas, ratos e camundongos. Estudos em andamento em macacos rhesus mostram que os resultados serão idênticos. Mas, qual o motivo dessa restrição alimentar retardar o envelhecimento e aumentar a longevidade? Uma das suspeitas é de que essa dieta reduz a produção de radicais livres, que nascem durante a transformação de glicose em energia dentro da célula. Não se sabe se é esse o real motivo, mas, se for, então o uso de antioxidantes teria mais um forte corroborador de sua indicação para a Promoção de Saúde! Aqui há mais uma prova também de como a sabedoria milenar das populações de centenários podem nos ajudar. Um dos preceitos da cultura dos longevos de Okinawa é recitar o “Hara Hashi Bu”, ou seja, eles param de comer quando estão 75% satisfeitos.

Essa restrição alimentar parcial, baseada em uma alimentação saudável, também é observada nas outras populações centenárias. Comece a testar essa técnica: alimentar-se saudavelmente e parar quando se sentir quase satisfeito. Você verá que em torno de 15 a 20 minutos não sentirá mais fome. Outra forma de também diminuir a quantidade que se come é comer devagar, mastigando muito bem o alimento. O tempo em que o alimento permanece em nossa boca, em contato com nossas papilas gustativas, é um dos fatores estimativos de saciedade de nosso corpo, ou seja, você sentirá saciedade tendo comido menos.