Platão (427-347 aC) postulou que todos os objetos têm uma “forma” ou estrutura “ideal”. Em particular, ele ensinou que estas “formas” são objeto de matemática pura ou outro conhecimento conceitual. Karl Jung(1875-1961) utilizou este conceito de Platão na sua teoria dos Arquétipos. Dentro da psicologia Junghiana, um arquétipo é uma ideia inconsciente, um modelo de pensamento , de concepção herdada dos ancestrais da raça e que está universalmente presente na psiquê individual. Em termos simples, o arquétipo seria um como um instinto.

Esse arquétipo evoluiu com a raça e sempre foi utilizado inconscientemente para ajudar a identificar os membros da espécie e classificá-los de acordo com sua saúde e sua capacidade de se reproduzir. Os indivíduos considerados mais equilibrados e bem constituídos fisicamente eram os mais valorizados. Existe uma proporção matemática que está presente em tudo que é belo e equilibrado na natureza. A proporção que é de 1:1,618 é conhecida como Proporção Áurea ou Proporção Divina. Essa constante foi nomeada de Phi, em homenagem ao escultor e arquiteto Fídias responsável por estruturar o Parthenon. Na antiguidade os egípcios já utilizavam dessa técnica para criar suas estruturas, assim como o Parthenon. Nefertiti, aproximadamente 1370-1350 aC, era considerada a mulher mais bela de seu tempo. O cânone de beleza de 3.200 anos atrás perdurou até os dias de hoje. Seu rosto está em conformidade com os padrões de beleza observados na Grécia e Roma antigas em que a Proporção Áurea era utilizada nas esculturas clássicas. Também na época do Renascimento, Grandes Obras foram realizadas baseadas no conceito de Proporção Áurea. Atualmente, este conceito de Beleza e Equilíbrio Estético é utilizado como recurso embelezador na área do Design, Artes Plásticas e da Estética que inclui o Visagismo, Estética Médica e Cirurgia Plástica.