Todos nós sabemos que nossa saúde e bem-estar são reflexos de ações e posturas que adotamos durante toda nossa vida. Afinal, nosso corpo é a vitrine e exibe aquilo que consumimos – ou deixamos de consumir – ao longo dos anos.
Algumas decisões até podem ser revertidas com a adoção de uma dieta, o início de uma prática esportiva, a diminuição do ritmo intenso no trabalho, por exemplo; outras, no entanto, podem te marcar por toda a vida. Uma delas é a (falta de) vacinação.

Você já ouviu falar, por exemplo, em poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche? Se nasceu antes da década de 90, é até possível que tenha sido acometido por algumas dessas doenças no passado ou conheça alguém que tenha ficado com sequelas – como no caso da poliomielite, conhecida popularmente como paralisia infantil. As novas gerações, no entanto, só ouvem falar delas em histórias. Graças às campanhas de vacinação, muitas doenças infecciosas estão ficando raras.

E aí, você pode se perguntar: se são raras, ainda há necessidade de vacinar meus filhos? É claro! E vou te explicar por que. Essas doenças ainda fazem vítimas em outros lugares do mundo. Se uma pessoa não vacinada tem contato com alguém doente em outro país, pode trazer essa doença para o Brasil, para sua cidade e até mesmo seu bairro.
Veja só o caso do sarampo no Brasil. Depois de ser eliminado das Américas em 2016, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sarampo voltou a ser uma preocupação com a ocorrência de surtos em 2018. Neste ano, há casos registrados na Bahia, Rio de Janeiro e, principalmente, São Paulo. Só neste último Estado, são mais de 900 casos confirmados até agora.
Você não quer arriscar a saúde, o bem-estar e a vida do seu filho, não é mesmo? Algumas doenças até têm tratamento, mas outras mais graves, como a meningite, podem levar à morte em pouco tempo. 

Mas como funciona a vacina?


O principal objetivo da vacina é gerar imunidade, tanto é que grande parte delas é aplicada ainda nos nossos primeiros anos de vida.
Quando uma pessoa é infectada pela primeira vez, o sistema imunológico produz anticorpos que atuam para combater aquele invasor. Se os antígenos (substâncias estranhas ao organismo) forem desconhecidos, a velocidade da produção de anticorpos não é suficiente para combatê-los, então a pessoa acaba ficando doente e pode até morrer. Mas, se já forem conhecidos, o organismo vai produzir anticorpos em uma velocidade suficiente para evitar que a pessoa adoeça.
Então qual é o jeito do nosso corpo conhecer esse antígeno? Simples, com a vacina. Isso porque os antígenos que causam a doença estão inseridos na vacina, só que enfraquecidos ou mortos. Portanto, a vacina faz as pessoas desenvolverem imunidade sem ficarem doentes e são tão importantes.