Muitas pessoas só ouviram falar do selênio nas aulas de química, ao estudar os elementos da tabela periódica. Para quem tem a memória mais aguçada, irá se lembrar que o mineral tem número atômico 34 e que, em condições normais de temperatura e pressão, encontra-se em seu estado sólido.

Mas aí você se pergunta: o que o selênio tem a ver com saúde e bem-estar? E a resposta é: tudo! E vou listar três motivos.

1. Tem alto poder antioxidante

Os antioxidantes são moléculas que neutralizam os radicais livres, átomos ou moléculas responsáveis por alterar o funcionamento das células, provocar inflamações e causar sinais da idade como as rugas e as linhas de expressão.

Por ter papel de antioxidante, o selênio ajuda a reduzir, portanto, a quantidade de radicais livres no organismo, inibindo danos ao organismo e combatendo o envelhecimento.

2. Previne o câncer

Por ter alto poder antioxidante, o selênio protege as células contra alterações no seu DNA que podem levar à produção de tumores. Os principais cânceres prevenidos pelo selênio são o de mama, cólon, próstata e pulmão.

3. Previne doenças cardiovasculares

O selênio reduz a quantidade de substâncias inflamatórias no organismo e combate a aterosclerose, que é a formação de placas de gordura nas artérias, responsáveis por dificultar a passagem de sangue. Ele ajuda a prevenir, portanto, problemas como infarto, AVC e trombose.

Além disso, o selênio ainda fortalece o sistema imunológico, melhora o funcionamento da tireoide, ajuda na perda de peso e previne o Alzheimer. 

O mineral está totalmente associado, portanto, à saúde e bem-estar. 

Como faço uso dele?

O selênio é encontrado no solo e pode estar presente tanto na água quanto em alimentos como castanha-do-pará, farinha de trigo e gema de ovo. A quantidade diária recomendada de selênio varia de acordo com a idade, conforme tabela abaixo.

– Bebês de 0 a 6 meses: 15 mcg

– Bebês de 7 meses a 3 anos: 20 mcg

– Crianças de 4 a 8 anos: 30 mcg

– Jovens de 9 a 13 anos: 40 mcg

– A partir de 14 anos: 55 mcg

– Mulheres grávidas: 60 mcg

– Mulheres que amamentam: 70 mcg


A maior parte das pessoas tem uma alimentação variada o suficiente para obter as quantidades recomendadas do mineral, mas há casos em que há deficiência do selênio.

Geralmente a falta do mineral está presente em pessoas com HIV, doença de cólon ou que são alimentadas por soros injetados na veia. Nestes casos, o médico pode prescrever o uso de suplementos de selênio.

É importante, no entanto, que haja recomendação médica para a suplementação, pois o excesso do selênio no organismo pode trazer malefícios à saúde e provocar falta de ar, febre, náuseas e mau funcionamento do fígado, rins e coração.

Com a saúde, não se brinca. Portanto, invista em alimentos ricos em selênio e, se necessário, busque a suplementação com ajuda de um profissional.