Sabemos que fazer dieta não é tarefa fácil. Seja simplesmente para perder peso por estética, seja por causa de alguma restrição alimentar ou até mesmo por problemas de saúde, ter que se privar de algum alimento requer disciplina e, muitas vezes, cuidados.

Uma delas é a que restringe proteína animal da alimentação. Ao mesmo tempo em que traz benefícios à saúde e promove bem-estar, pode causar implicações para o organismo. Por isso, deve ser acompanhada de perto por um médico.

Quais são os tipos dessa dieta?

Quando pensamos em dieta sem proteína animal logo associamos ao termo vegetariano. No Brasil, no entanto, muita gente acredita que o vegetarianismo é uma dieta sem carne, mas com consumo de leite e ovos. Vamos explicar, portanto, as diferenças.

Vegetarianos estritos

Não consomem nenhum tipo de carne, nem laticínios ou ovos.

Ovolactovegetarianos

Não consomem nenhum tipo de carne, nem peixe e frutos do mar, mas podem ingerir laticínios e ovos. Quando alguém se declara vegetariano, geralmente pertence a esse grupo de pessoas – é o mais comum. As motivações que levam alguém a aderir à dieta variam, mas geralmente estão associadas à compaixão aos animais.

Lactovegetarianos

Além de não consumir nenhum tipo de carne, como os ovolactovegetarianos, também excluem os ovos da dieta. Esse tipo de vegetarianismo é predominante em países como a Índia e geralmente está associado a razões religiosas.

Veganos

Não consomem nada de origem animal, por motivações éticas. Além de não ingerirem carne, laticínios e ovos, excluem da vida produtos que têm proteína animal em sua composição – como as gelatinas – ou são feitos com partes de animais, como sapatos, bolsas e casacos. Além disso, não fazem uso de cosméticos que são testados em animais e nem assistem a espetáculos que envolvem os bichos, como rodeios. A lã e o mel, por exemplo, também são riscados de suas listas.

A exclusão da proteína animal da alimentação traz benefícios como controlar a hipertensão e melhorar o colesterol, mas é preciso manter o corpo nutrido com alternativas às proteínas para garantia de saúde e bem-estar.

Isso porque a falta de proteína na alimentação prejudica o funcionamento do intestino, provoca a morte de células nervosas e atrofia e reduz os neurônios do gânglio celíaco. 

Alguns alimentos podem substituir a carne com qualidade de vida. Na lista estão:

  • Soja
  • Carne vegetal
  • Sementes e castanhas
  • Feijão e lentilhas
  • Quinoa
  • Espinafre

Muitas vezes, no entanto, é preciso apostar em suplementos alimentares para intensificar a reposição proteica e favorecer o processo de reconstrução e crescimento muscular. 

Toda dieta acarreta em mudanças – algumas delas bastante drásticas – para o organismo. Por isso, é preciso planejamento e organização para equilibrar as refeições. 

Uma dieta sem acompanhamento profissional pode causar efeitos colaterais. Então, não pense duas vezes: procure um médico. Sua saúde é preciosa!