Todo fumante sabe que largar o cigarro irá contribuir na melhora da sua saúde e bem-estar, além de diminuir os riscos para doenças pulmonares e câncer. 

Ele também tem consciência que o cigarro deixou de ser sinônimo de status e glamour – como era antes no Brasil – e só ele sabe os verdadeiros percalços pelos quais passa para ser aceito em público e até mesmo entre os amigos.

Afinal, muitos se incomodam com a presença do cigarro na roda – até mesmo com o cheiro deixado em quem traga – e não se pode mais fumar em lugares fechados. Na capital paulista, inclusive, passa a valer no fim de outubro a proibição do cigarro em parques públicos.

Esses e tantos outros aspectos motivam diariamente os fumantes a largarem de vez o tabagismo, mas muito se engana quem pensa que força de vontade é suficiente. Claro que o querer é imprescindível, mas nem todos que querem conseguem chegar lá. Por isso, pedir a ajuda de médicos e grupos de terapia pode ser uma saída. E vamos ajudar com algumas dicas.

1. Se o grau de dependência for alto, pare aos poucos

Como a nicotina estimula a produção de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de prazer, cortar o cigarro de uma vez pode provocar irritabilidade e mau humor extremos. A recomendação, portanto, é diminuir gradativamente o consumo de cigarros. 

Quem está acostumado com 20 cigarros diários, deve diminuir para 15 na primeira semana, depois para 10. Na terceira semana estará fumando 5 cigarros por dia, até parar após um mês.

2. Se o grau de dependência for moderado, pare de uma vez

Diferentemente do recomendado para quem tem uma dependência alta com tabagismo, a interrupção pode ser abrupta para quem é fumante moderado ou leve. Quando isso acontece, as chances de sucesso costumam ser maiores.

3. Dificulte seu fumo

O fumante geralmente associa o cigarro a momentos de prazer, como a pausa para um café, a cerveja com os amigos ou após o sexo. Por isso, tornar o hábito como um momento desagradável pode ajudar no processo. Comece a fumar sozinho, sem estar confortável na cama ou sofá, ao relento das noites frias ou em dias muito quentes. 

4. Evite o álcool e a cafeína

Se a atitude de dificultar o hábito de fumar não prosperar – e mesmo que prospere –, evite ingerir álcool e cafeína. Ambas bebidas desencadeiam nos fumantes uma série de processos químicos que só aumentam a vontade de tragar um cigarro. Se não for possível deixar o cafezinho de lado, por exemplo, diminua a quantidade ou acrescente leite.

5. Engane o corpo

Produtos de reposição de nicotina, como chicletes e adesivos, aliviam a abstinência e não causam dependência. Mas não cometa o erro de fumar e usar esses produtos ao mesmo tempo, pois podem causar malefícios ao seu corpo.

6. Faça exercícios físicos

A prática de atividades físicas libera os mesmos neurotransmissores associados à sensação de bem-estar da nicotina, com a diferença de fazer (muito!) bem para a saúde. Invista em caminhadas, corridas e natação.

Como parar de fumar pode ser difícil, principalmente por causa dos sintomas da abstinência, não hesite em buscar ajuda de um médico. Há medicamentos que ajudam nesse processo – e que só podem ser prescritos por especialistas!

Boa sorte!